domingo, 19 de maio de 2024

 

Um Bolo de Fubá!

A ideia aqui é que o bolo fique úmido, sem muito doce, pra combinar com um bom cafezinho e – se a pessoa gostar – com um pouco de goiabada derretida por cima.

Tudo inspirado pelo Vale do Paraíba, que reúne Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, nossa terra de origem. Sim. Eu sou o tipo de pessoa que agrada com comida. Não só agrada, mas ainda conquista e chantageia. De positivo quanto ao meu caráter, posso garantir que eu me esforço para fazer uma comida boa, gostosa, bem-feita e com ingredientes de qualidade. Dito isso, quanto mais frescos os ingredientes, imagino que mais gostoso o bolo vai ficar 😉. 

Eu fiz a receita depois de ler o livro da amiga Paula Lagôa, "A Garota da Jaqueta de Couro Preta". A mãe da mocinha era elogiada pelo seu bolo de fubá. Eu entrei tanto dentro do livro que me deu vontade de comer um bolo de fubá que fosse igual ao da mãe da Liah, a Hellen. 

Mas a Paula não colocou a receita... Então eu adaptei de várias receitas essa que segue. Uma homenagem para a Paula e para a minha tia Vicência. 

Agradar com comida não é uma coisa que eu aprendi sozinha... Acho que é uma questão que vem no DNA. Minha mãe cozinha muito bem, assim como a maioria das minhas tias e a tia Vicência, irmã mais velha da minha mãe, era uma delas. Quando nós íamos até sua casa em Barra do Piraí, no Vale do Paraíba fluminense, ela fazia “A Broa” todas as manhãs para o nosso café. Era um bolo diferente do que a mãe fazia em São José dos Campos. Tinha um sabor especial de férias e carinho. Ela colocava pedacinhos de canela em pau e raspas de limão no bolo de fubá. Ficava maravilhoso! Espero que tia Vicência esteja fazendo muito bolo de fubá no céu.

Vamos à receita!

Bolo de Fubá com Iogurte (Bolo da vovó Hellen)

Ingredientes:

3 ovos

1 xícara de chá de margarina ou óleo de soja

1 xícara de chá de açúcar

1 e ½ xicaras de fubá mimoso

½ xícara de farinha de trigo

200 g de iogurte natural ou coalhada

1 colher de chá de raspas de limão (só a parte verde)

1 colher de chá de erva doce

1 colher chá rasa de sal

1 colher de sopa de fermento em pó

Manteiga ou margarina para untar a forma e trigo ou fubá para polvilhar.

 

Preparo:

Bata o açúcar, os ovos, a margarina ou óleo até ficar um creme claro. Coloque o iogurte, bater levemente. Adicionar aos poucos o trigo e o fubá até incorporar. Depois colocar o sal, erva doce, raspas de limão. Misturar bem. Por último colocar o fermento e misturar até incorporar. Colocar a massa na forma média untada e enfarinhada (eu usei forma de bolo inglês, mas pode ser na retangular ou redonda, ou de furo, desde que seja média). Assar em forno médio (180 graus)  aproximadamente 30 min. (fazer o teste do palito. Está pronto quando ao espetar um palito de madeira no meio da massa, ele sair limpo).

Espere esfriar um pouco e sirva com um bom café mineiro! 

dicas: se não tiver batedeira,  misture os 5 primeiros ingredientes no liquidificador e coloque os outros depois, com a colher de pau, que dá certo. Se não tiver nem um nem outro, vai batendo tudo na colher de pau  que é garantido!


Bolo e foto de minha autoria!

Desejo que a Paula e a sua Liah tenham muito sucesso e encantem muita gente. 

Vou colocar o link aqui!


https://www.amazon.com.br/garota-jaqueta-couro-preta-ebook/dp/B0B3GKCKS6

quinta-feira, 29 de junho de 2023

Casadinho de Goiabada - 10 anos depois

Junho de 2013. Escrevi sobre o encantamento de Francesco, o meu primeiro "filho" de intercâmbio, então com 17 anos, sentiu ao provar o Casadinho de Goiabada, uma iguaria muito brasileira. (vou colocar o link para o texto aqui embaixo).

29 de junho de 2023. Dez anos depois, eu finalmente testei uma receita de casadinho de goiabada simples, fácil e que é muito saborosa. Vale a pena colocar a mão na massa e fazer aí na sua casa, caro leitor, cara leitora! 

Não me espanta que essa receita seja da Isamara Amancio. Uma das melhores professoras de culinária do Brasil. Isamara só fica abaixo de Rita Lobo, dentre as minhas culinaristas favoritas. As receitas dela dão certo de verdade. Por isso vou colocar a receita de casadinho de goiabada aqui para vocês com uma descrição do modo de fazer bem detalhada. O segredo é misturar os ingredientes com as mãos e caprichar na modelagem. Vamos à receita!


Casadinho de Goiabada com maisena. (rende 40 unidades)

(Isamara Amancio)

 INGREDIENTES

- 1 xícara (chá) de amido de milho ou 100 gramas

- ½ xícara (chá) de manteiga ou 100 gramas

- 7 colheres (sopa) de farinha de trigo ou 62 gramas

- 3 e ½ colheres (sopa) de açúcar refinado ou 42 gramas

- ¼ colher (chá) de essência de baunilha

- açúcar refinado para passar os casadinhos 1 xícara (usar o necessário)

- goiabada para rechear os casadinhos 120 gramas


MODO DE FAZER

Misturar em uma tigela grande: trigo, maisena, açúcar.  Coloque a manteiga em temperatura ambiente e a baunilha. Misture todos os ingredientes. Tenha paciência porque o calor das mãos é que vai unir os ingredientes da massa. Acredite que vai dar certo. Amasse bem. Faça rolinhos com  pedaços da massa, corte com uma faca em pedaços de 1 cm e faça bolinhas. As bolinhas não podem ser grandes, porque você vai "colar" duas delas com a goiabada derretida. Coloque em uma forma de alumínio. Não precisa untar. Eu costumo forrar a assadeira com papel manteiga, fica mais simples de limpar a forma depois. dê uma pequena achatadinha na bolinha. É nessa parte achatada que você vai juntar as 2 bolinhas depois de assadas. Assar em forno médio (160 - 180 graus) por 17 minutos mais ou menos. O biscoito não vai ficar corado por cima. O ponto é quando ele fica levemente dourado por baixo. Retire do forno, deixe esfriar. Enquanto isso, derreta a goiabada picada com um pouco de água. Coloque a goiabada picada em uma panelinha  junto com a água e mexa com uma colher de pau. Ela vai ficar cremosa. Quando o biscoito estiver frio, coloque um pouco da goiabada em um biscoito e junte com outro, formando um sanduichinho. Se você tiver em casa, use um saquinho de confeitar. Se não, use uma colheirinha. Deixar esfriar completamente e passar no açúcar refinado. Embalar depois de 5-6 horas pelo menos. Obs: se a manteiga tiver sal, o biscoito fica menos enjoativo. Rende 40 biscoitinhos prontos, ou mais, se você fizer bolinhas pequenas. 

Sirva com chá ou café. Coloque em embalagens bonitas e ofereça como presente para seus amigos. Vai ser  um sucesso!

(minha sugestão: servir com uma xícara de chá)

(você pode embalar depois de 6 horas)

 



terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Relembrando o motivo desse blog existir

Morda a Língua!

Preciso contar uma historinha. Historinha padrão Morda a Língua. Daquelas que as pessoas me contavam no passado. Lembra, aqueles arrependimentos? Aquelas coisas que as pessoas falam e depois mordem a língua? Desejando não ter dito? Querendo dar um "rewind" no controle remoto? 

Pessoa: -- Para. Volta. Deleta esse pedaço... Dá play de novo... Retira o que eu disse nesse trecho aqui!                     Pronto... Pode dar o play agora!

Preciso te contar uma coisa: A vida não funciona assim, mas tem hora que a gente deseja que funcionasse. Às vezes não são palavras. São ações...  Mas como não dá pra apagar o passado, a gente pode aprender a rir dele ou guardar aquela experiência para jamais repetir na vida. Eu registro aqui para que você, leitor, aprenda com o erro alheio e evite futuros arrependimentos. Quem sabe você aprenda a morder a língua antes de soltar a frase errada? 


domingo, 22 de janeiro de 2023

Feliz Ano Novo  Lunar!

O fim de ano de 2022 foi muito emblemático.

Foi tempo de  deixar pra trás muita coisa

Foi tempo de fechar ciclo

Foi tempo de se preparar para dias melhores.

O calendário gregoriano apresentou o dia 1 de janeiro como novo começo. E que começo!  Recebemos o ano novo com muita alegria aqui. Nós, porque eu digo que essa foi uma construção da minha família: minha filha, o pai dela, a tia-avó dela, nossos amigos de faculdade que vieram de São Paulo para dar boas vindas ao novo tempo. 

Houve um período de chuvas intensas em Brasília no fim do ano, mas o dia primeiro foi um dia de sol, de brilho de céu azul. foi lindo demais. depois, a primeira semana foi de curtir esses amigos todos que vieram. Houve muita alegria, amor, leveza no ar. 

E daí chegou o fatídico 8 de janeiro. Dia do vandalismo na Praça dos 3 poderes. A parte que eu trabalho ficou intacta, mas eu já fui guia da visitação do Senado, então conhecia de cor  e salteado todas as obras que foram destruídas. 

Aquele espaço  é minha casa em Brasília. É a razão de eu estar aqui. Foi triste, foi pesado. E, como rádio não para, no dia seguinte cedinho, de casa, estava ajudando os colegas a colocar o jornal no ar.

Quantas vezes o profissionalismo, o senso prático e até mesmo uma negação do luto nos faz trabalhar intensamente para depois "chorar na cama que é lugar quente"? Eu sou a rainha em fazer isso. Conheço muita gente que também age assim. É positivo quando a gente sabe que quando a dor for intensa teremos que parar e chorar, descansar, pensar, renovar... O problema é quando não respeitamos nossos limites. Mas isso é assunto para um outro post.

Neste domingo começa a minha pausa. Estou fazendo o meu recesso de fim de ano. Começa hoje. Domingo. Então, estou festejando novamente o ano novo. Dia 1 de janeiro, com tanta coisa acontecendo, não pude parar para refletir sobre 2022, jogar fora o velho e receber o novo.

Aproveito para fazer isso agora, no Ano Novo Lunar.

Olho para 2022 e agradeço as conquistas, deixando ficar pra trás aquilo que não faz mais sentido, olhando pra frente. Encaro o que vem com amor, esperança e alegria. Sempre agradecendo. Viver é muito bom!

Para não perder o hábito das listas, segue:

Em 2022:

me divorciei

mudei de casa

comecei a viver com menos, e a dar valor para a pessoa que eu sou

li muito

retomei os posts mais frequentes aqui neste blog Morda a Língua

comecei o canal "Morda a Língua" no Youtube, com o desafio de ler a página 50 de 50 livros... Não cheguei aos 50 ainda, mas vou corrigir isso logo!

aprendi mais um pouquinho a viver  o agora, sem me angustiar com o passado e com o futuro

depois de 2 anos de covid, fui pra casa dos meus pais, por uma semana e foi muito bom.

disse muitos nãos - e continuo viva!

retomei alguns bons hábitos, como ter amigos com quem troco cartas de papel! coisa mais linda! é um prazer escrever cartas de papel e outro prazer abrir a caixa dos correios e encontrar cartinhas escritas à mão pelas minhas novas amigas. 

Para este novo ano eu desejo:

Saúde, 

imunidade

alegria

relações honestas

férias na praia 

fazer mais coisas que me deixam feliz.


E você? qual é o seu desejo de ano novo?

Conta aqui embaixo!!!




Minha mesa de trabalho na manhã de 9 de janeiro. Home Office tenso.












segunda-feira, 21 de novembro de 2022

10 livros! 50páginas50


10 livros do 50páginas50! 
Os primeiros 10 livros do desafio de ler 50 páginas 50!
A marca foi atingida hoje, dia 21 de novembro.
Sabe o que eu achei mais legal? Aprender a achar natural ver a  minha imagem no vídeo.
Eu nem tive espelho em casa durante um tempo. Então essa experiência foi nova e curiosa.
Sobre esses primeiros 10 títulos: você já leu algum deles? Se sim, qual é o seu favorito?
Nem sempre a página 50 trazia o trecho mais interessante da obra, mas mantive a regra para despertar a sua curiosidade. O que você ouviu ou viu, como a imagem da capa, despertou a sua atenção?
Me conta? 

Sigamos!

Existem  mais 40 na fila!


https://youtu.be/bvhPOsi3RXc

domingo, 13 de novembro de 2022

Estou no youtube! "50 páginas 50"!



Olá leitores!
Leitores, amigos,  confidentes, ouvintes! Coloquei uma camada de óleo de peroba na minha cara de pau e agora vocês podem ver meu rostinho no Youtube! Primeiro desafio: vou compartilhar trechos de livros que eu li e gostei com vocês. O critério? Podia ser apenas o gosto, mas meu "um por cento cartesiano" decidiu que seria legal criar um parâmetro: então decidi ler a página 50 de 50 livros. O projeto então foi batizado de  "50 páginas 50". Tem de tudo: poesia, romances, ensaios, auto ajuda, livros religiosos... Preciso confessar que a ideia inicial era celebrar meus 50 anos de vida. Então, como já completei 51, vamos colocar a ideia do 50-50 da equidade! Meio a meio. Eu que nunca te pedi nada, peço que  comente e compartilhe! 
Acredito que a arte é capaz de transformar o mundo e as pessoas. A expressão da arte que eu abracei foi a literatura. Livros transformam. Livros salvam. Assistam, comentem e façam suas sugestões. As gravações são despretensiosas e sem produção nenhuma. Queria testar mesmo, compartilhar e, principalmente, ler em voz alta. Acho tão relaxante! 
Vai lá, assiste e depois comenta. São vídeos bem curtinhos, acho que não chega nos 5 minutos... Como costumo dizer aos meus entrevistados: é tão rapidinho que não vai doer nada!!!! (risos)


CLAROQ UE EU NÃO IA CORRER O RISCO DE DEIXAR VOCÊS ESCAPAREM! AQUI ESTÁ O PRIMEIRO VÍDEO - "A Oração da Serenidade"- Editora Vozes.

PS: Batizei o canal dme Letra Miúda... Mas oq ue vocês acham de eu  colocar Morda a Língua ??? 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

A Receita da Geléia de Maçã Fit

Geléia de Maçã Diet e Gostosa

Ingredientes:

1 kg de maçã 

1 limão

500 ml de água.

(sim. só isso!)

Preparo: 

Lave e seque as maçãs. Descasque, retire o  miolo, onde ficam as sementes. Reserve. Não jogue fora. Pique as maçãs em pedaços médios. Coloque em uma panela, com o suco do limão (seja caprichoso e passe o suco na peneirinha, pra não cair semente). Não ligue o fogo ainda. Pegue uma leiteira, ou outra panela e coloque as 3 xícaras de água junto com as cascas e sementes e coloque  para ferver por uns 5 minutos. Ou até a casca perder a cor. Coe esse "chá" de casca de maçã e acrescente à panela com os pedaços de maçã. Coloque para cozinhar em fogo baixo, por 20 min... Até a maçã ficar cozida, uns 20 min, 30 min, dependendo do fogo. Mexa de vez em quando para cozinhar por igual. Desligue o fogo.Quando estiver morna, coloque para bater no liquidificador. Vai virar um creminho. Volte na panela e cozinhe mais 5 minutos mexendo para não grudar. Desligue o fogo. Espere esfriar. Guarde em vidros com tampa, esterilizados, dentro da geladeira. Dura 5 dias. Dá pra comer com pão, torrada, acompanhando um iogurte (pra quem não tem restrição, fica divino com sorvete de creme). Não tem açúcar, tem textura de geleia, é natural e saborosa.


Recomendo! 

segunda-feira, 1 de agosto de 2022

Coisas que a gente come : Geléia de Maçã


Muito tempo se passou desde a ultima seca em que eu estive aqui, prometendo retomar meu bloguinho queridinho!

Aconteceu coisa demais.

Mas fica pra outro post.

Para reabrir os trabalhos deste blog, preciso confessar que depois de algum tempo fazendo terapia, descobri por que cozinhar é algo que eu gosto tanto: cozinhar pra mim é algo passível de controle. Pra mim faz o mesmo efeito que os filmes que as crianças assistem seguidamente: dão a elas uma sensação de controle e segurança. Elas sabem que depois  de uma cena que desperta apreensão, medo ou raiva, virá  outra cena que é divertida, engraçada, ou cheia de ternura... E o personagem favorito, o herói, vence no final! Ufa! Comigo e a cozinha é assim. As receitas conhecidas não me decepcionam: eu sei exatamente qual será o resultado final, se eu seguir a receita direitinho. A receita pra mim é uma "emoção segura"...

Se você segue a receita, faz o mis en place, separa tudo, pesa, mede, confere os ingredientes, brinca de produção fotográfica ou cinematográfica pra programa culinário, a chance do prato sair igual ao do livro, ou da tv,  é quase 100% 

E agora estou gostando de receitas que são sustentáveis. Sem desperdício, com aproveitamento quase total dos ingredientes, nutritivas e, nesses tempos bicudos, econômicas, ou pelo menos factíveis com o que a gente consegue ter em casa. A realidade mudou muito desde que comecei o Morda a Língua (Tem até outros blogs com esse nome. O meu não tem o artigo no endereço. Mas eu uso aqui porque faz sentido.)... Você se lembra da ultima vez que viu alguém usar a palavra "Carestia"??? Eu vi a ultima vez - por escrito- em um livro de História do Brasil, em um texto falando do tempo da inflação galopante nos anos 60, creio eu. Enfim... Minhas avós usavam a expressão carestia... Pois é! Gente, a carestia voltou! Acho triste. Gosto do revival da moda. da música... O revival das coisas ruins não é legal. Mas é assim que estamos. Em homenagem a esses novos tempos, uma receita boa que atende as pessoas que não podem consumir açúcar, nem glúten e nem lactose: uma geléia de maçã! Fica boa, Fica mesmo. Pode fazer por aí que vai ser sucesso.

Ingredientes:

1 kg de maçã 

1 limão

500 ml de água.

(sim. só isso!)

Preparo: lave, seque as maçãs. Descasque, retire o  miolo, onde ficam as sementes. reserve. não jogue fora. Pique as maçãs em pedaços médios. Coloque em uma panela, com o suco do limão (seja caprichoso e passe o suco na peneirinha, pra não cair semente). Não ligue o fogo ainda. Pegue uma leiteira, ou outra panela e coloque as 3 xícaras de água junto com as cascas e sementes e coloque  para ferver por uns 5 minutos. Ou até a casca perder a cor. Coe esse "chá" de casca de maçã e acrescente à panela com os pedaços de maçã. Coloque para cozinhar em fogo baixo. Até a maçã ficar cozida, uns 20 min, 30 min, dependendo do fogo. Mexa de vez em quando para cozinhar por igual. Desligue o fogo. quando estiver morna, coloque para bater no liquidificador. Vai virar um creminho. Volte na panela, e cozinhe mais 5 minutos mexendo para não grudar. Desligue o fogo. espere esfriar. guarde em vidros com tampa, dentro da geladeira. Dura 5 dias. dá pra comer com pão, torrada, acompanhando um iogurte. Não tem açúcar, tem textura de geleia, é natural e saborosa. Recomendo! 

 

terça-feira, 4 de setembro de 2018

voltando em setembro

Setembro:

Aqui tem calor, vento e folha muito seca no chão.
Chamam esta estação de inverno.
Aqui parece mais uma ante sala do verão causticante.
Então dia 21 começa a primavera.
É pra renovar tudo.
Se a gente tiver chuva, o verde recomeça.
Se não tiver chuva, vamos sentir o cheiro do cerrado queimado.

Três anos e meio sem escrever.
Mas este blog se renova.

Vamos?



domingo, 5 de abril de 2015

Feliz Páscoa!

A Páscoa e o Bolo da Fortuna
A primeira vez que me deparei com essa receita foi no meu primeiro estágio no jornalismo, na editora Alto Astral. A editora chefe, Dulce,  pediu que eu pesquisasse receitas de boa sorte para a Páscoa, e sugeriu que eu acrescentasse o Bolo da Fortuna no artigo. Isso foi em 1993. Eu testei a receita em casa, mas nunca mais fiz esse bolo. Também perdi a receita. Em tempos restrições a leite, açucares e chocolates, fui atrás de receitas antigas para preparar as lembranças gastronômicas de Páscoa este ano. Fiz uma paçoca de amendoim ( sem glúten ou lactose) e me veio à memória a receita do Bolo da Fortuna. Aí entrou em ação o Santo Google! Achei essa receita em um blog muito legal, o "Na Cozinha da Margô". Ela adaptou a receita do bolo original do Padre Pio, feito com fermento natural, o levain. Eu substituí o leite de vaca pelo leite de soja, e diferentemente dela, que sugere que a maçã seja picada, eu ralei a maçã no ralo grosso. O bolo ficou delicioso e dei de presente para minha família, com a recomendação de fazer um pedido ao cortar as fatias! nas minhas pesquisas, vi que na Hungria também existe uma receita de Bolo da Fortuna, mas lá, segundo a pesquisa, eles comem essa iguaria no ano Novo. Quando eu testar a receita, eu posto aqui! Por enquanto, Feliz Páscoa, com votos de renovação e prosperidade a todos!




Bolo da Fortuna (Bolo do Padre Pio)
Ingredientes:
4 ovos separados- bater as claras em neve
2 x. chá de açúcar
3 colheres de sopa de manteiga
3 x. chá de farinha de trigo
1e ½ x. chá de leite (ou leite de soja)
1 Colher de chá de baunilha
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 Maçã vermelha ralada no ralo grosso
1 x. chá de nozes picadas
½ xicara de chá de uvas passas brancas sem sementes
½ xicara de chá de uvas pretas sem sementes
1 pitada de noz moscada
1 pitada de sal
1 pitada de canela em pó
1 colher de sopa de fermento em pó.
Preparo:
Bater as gemas, o açúcar e a manteiga até formar um creme claro. Em seguida juntar o leite, a farinha, a baunilha e misturar bem. Acrescentar os demais ingredientes, sendo que por último deve entrar as claras batidas em neve. Assar em forma untada e enfarinhada, no forno médio por aprox. 30 min ou até que ao enfiar um palito, ele saia limpo. Desenformar só depois de frio e salpicar com açúcar.  Na hora que cortar as fatias, fazer um pedido.
OBS: esta quantidade de massa dá para dois bolos médios. Usei duas formas de furo, daquelas para pudim, e coloquei massa até a metade da forma. Ela cresceu até a borda.

Sugestão para servir: uma fatia do bolo com uma bola de sorvete de creme

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Um relato emocionante de uma dieta! 2

Dia 22/07:
Dia 3:
Sonhei com comida. Não. Sonhei um um livro de receitas! Eram bolos recheados, sanduíches e diversas receitas de café...Esqueci de tomar o caldo de limão em jejum. Se tudo falhar, posso colocar a culpa no limão. Na hora do almoço, preparei uns filés de peixe que havia comprado no domingo: um cheiro de estragado horrível. Tudo pro lixo. Apelei pro arroz com feijão e tomate. O bom é que a nutri não limitou quantidade. Comi e repeti! lição do dia: olhe a validade dos produtos e peixe é produto muito perecível. compre a quantidade que for cozinhar. Pergunta que não quer calar: a gente pode congelar aquele filé que compra no mercado, na bandeja?

Dia 23/07:
Dia 4:
Descobri que um coco verde inteiro no verdurão custa um real  e a garrafinha da água de coco que o moço vende na porta do parque, com um litro, custa oito reais. A receita do suco verde tem água de coco durante os 23 dias. E não pode ser de caixinha. Não posso comer quase nada industrializado. Essa vida natural é inflacionada. Vou ficar magra e pobre. Subi na balança: 2 kg a menos. Animou!

Dia 24/07:
Dia 5:
Sonhei com comida de novo. Nunca é um sonho com legumes, verduras e frutas. Descobri que agora tenho que tomar o suco de 2 limões em jejum! Desagradável. Tomei o suco verde e fui pro mundo resolver mil coisas. Quando voltei pra casa era hora do almoço e nem tinha comido o lanche da manhã. Será que foi o limão? Que coisa mais fofa esse limão em jejum! Estou pensando em comprar um abridor de coco verde pra deixar em casa e ir comprar o coco verde inteiro no sacolão. Assim economizo dinheiro, mas lá se vai mais meia hora da manhã só pra preparar a gosma---ooops--- o suco verde! Subi na balança de novo pra confirmar: 2 kg a menos.



terça-feira, 22 de julho de 2014

Um relato vívido e emocionante de uma dieta! Siga aqui!!!

Como diz a molecada...
-Bora lá!
Postagens escassas, sinal de que andei envolvida com outras coisas que me tiravam a atenção. Impossível manter os posts. Mas voltei. Estou aqui para dividir uma "experiência científica":
Estou fazendo uma desintoxicação alimentar. Necessária depois de nove meses de uma alergia esquisita. Estava acostumada a espirrar, tossir e ficar sem ar. Com urticária não estava. Eram umas erupções na pele que pareciam alergia a picada de inseto. E depois o inchaço no rosto. Esse deu medo: inchou boca, olhos, língua. Alergia a quê? Nenhum dos 3 médicos que eu passei descobriu. Aí uma colega indicou uma nutricionista que havia tratado uma pessoa que a gente conhece e ela tinha resolvido o problema ela.
Aqui estou:
Vou relatar os 23 dias da desintoxicação.
Aliás, adiei o quanto pude o inicio, porque era bem difícil. Cortava 90 por cento dos alimentos que eu gostava. Aí como teria um período curto de férias em julho, marquei o inicio pro domingo, dia 20 de julho, dois dias depois do meu aniversário. A despedida foi intensa: comi --e bebi--grandes quantidades de coisas que eu tenho que evitar agora: leite e derivados, açúcar refinado, trigo e soja de todo jeito,álcool, chocolate e café. Ficou de fora também todos os produtos industrializados/processados. Aceitei esse desafio porque as pessoas que fizeram acompanhamento com essa profissional elogiaram muito. E também porque ela era, basicamente, a minha ultima aposta. Pensei bastante. Decidi que, como vou trabalhar até próximo dos 70 anos, preciso de saúde pra dar conta do tranco. E preciso ter certeza que terei um pouco de sobrevida sem gastar minha aposentadoria com remédios, hospitais e cuidadores. Estava conversando com meus amigos de adolescência e a gente quer morar numa vila perto do mar. Imagina se vou dar conta de surfar aos 70 se não tiver saúde?

Dia 20/07:
Dia Um.
Tomar limão puro em jejum deu arrepios.
Não tinha água de coco pra fazer o suco verde. Saí pra comprar em jejum. O suco virou uma gororoba verde. Tive que tomar mesmo assim. Estava acordada a duas horas e ainda estava de estomago vazio. Depois do suco, o chá para os rins. Tomei dois copos porque o chá estava quente e o dia estava gelado.
Saí pra ir no mercado comprar o resto dos ingredientes para o almoço, lanche e janta. Larguei o carrinho no meio do mercado pra procurar um banheiro. Lição número um: o tal do chá pros rins é pra fazer xixi. Vá ao banheiro antes de sair de casa. Lição número dois: não deixar faltar os ingredientes do suco verde. Comprar tudo no dia anterior.

Dia 21/07:
Dia dois.
Os moradores da casa tomaram a água de coco e comeram a maçã  que eu ia fazer o suco verde! Tomaram o Aloe Vera por engano! Mas o pior: comeram misto quente e beberam café perto de mim! Botei um par de tênis e fui dar uma caminhada. Na volta pedi pra todo mundo não comer essas coisas perto de mim. Vou virar um ser mais  rabujento. Mas são poucos dias. Agora, são só 21 dias! lição do dia número um: etiquetar todos os ingredientes da dieta pra ninguém comer sua comida. lição número dois: essa coisa de dieta é difícil mesmo. Fuja fuja fuja das tentações. Ah, o suco verde dá pique e melhora o humor. Aproveita e vai andar depois do suco... Mas vá  ao banheiro antes de sair de casa...




terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desejos de Ano Novo


 
Roupa branca
Roupa nova
Calcinha branca, amarela, rosa, azul, verde
Semente de uva
Semente de romã
Arroz com lentilha
Folha de louro
Banho de champanhe
Pular sete ondas
Tomar banho de cachoeira
Beijar alguém
Tomar champanhe
Beber água
Não beber
Tomar um porre.
Cada  tem um tem um ritual
O certo é que todo mundo quer garantir seu quinhão de sucesso e felicidade no Ano Novo.
Parafraseando a letra de um samba antigo, pode tomar banho de erva, pode tomar banho de mar, de cachoeira... Mas o melhor mesmo é tomar um "banho de amor".
O amor limpa tudo, zera tudo, deixa a gente pronta pra tudo!
Olhe o ano que acabou com amor. Olhe pro ano que chega com amor. Viva o momento que você lê esse texto pra pensar, com amor, no seu agora.
Feliz Ano Novo!

Brasília, 8-01-2013.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Casadinhos de Goiabada II

 Fazer a massa é tranquilizante. E me lembra o Francesco, meu "filho" italiano, que viveu comigo de agosto de 2012 a junho de 2013. Ele veio para o Brasil com o mesmo programa de intercâmbio pelo qual a minha filha e eu mesma há 24 anos, também fizemos  intercâmbio, o AFS Intercultura Brasil (www.afs.org.br )-- entra lá e conheça mais--  Bom, o Francesco adorava preparar a massa de pizzas e tortas, receitas tradicionais da Itália que ele sempre comeu e no alto dos seus dezessete anos, nunca soube ou se interessou em saber como eram feitas. Aí aqui em casa, quando ele tinha que fazer um prato típico do país dele pra levar em alguma atividade do intercâmbio ou da escola, ele pesquisava as receitas na internet, no youtube... era sempre divertido ficar acompanhando porque eu tinha que dar a assistência.. .tipo a Ofélia e  a Aparecida (Lembra do Programa Cozinha Maravilhosa da Ofélia, que passava na Bandeirantes? Eu cresci vendo isso e achando o máximo!) ? Eu era a "Aparecida", ou seja, a assistente do Francesco... Pesava a farinha, media o leite, ajudava a traduzir o nome dos ingredientes pro português. Eu sempre me oferecia pra limpar a cozinha, porque ele era muito desajeitado, os ingredientes voavam pra todo lado...  Teve um sábado que ele convidou uma amiga do colégio pra vir aqui em casa fazer massa de pizza. aí eu fiquei de longe ouvindo a conversa e ele ensinando a ela que pra massa ficar boa, teria que ser amassada com as mãos e a garota não se convencia... Até que com muita insistência dele ela enfiou a mão na massa e morreu de se divertir. Lembro que a massa ficou muito boa. Enfim, pesquisando uma receita possível de Casadinho de Goiabada, lembrei que o meu filho italiano, quando comeu esse biscoitinho típico brasileiro pela primeira vez, ficou encantado. Na segunda vez ele disse que Casadinho de Goiabada era a melhor coisa pra se comer no mundo inteiro! Desde o  dia que ouvi ele falando isso, toda vez que ia as compras, procurava um pacotinho de casadinho de goiabada pra levar pra ele. Uns eram excelentes, outros nem tanto, mas ele sempre ficava feliz com os biscoitos e me agradecia muito. Em junho deste ano, quando o ritmo da Copa das Confederações e as manifestações  impôs uma rotina de trabalho intenso pra muita gente no jornalismo, depois de passar um longo dia no trabalho, fui comer numa lanchonete que fica distante da Rádio e achei um pacote de casadinhos de goiabada , cuidadosamente embalados, na vitrine. Comprei os biscoitinhos na maior alegria, trabalhei mais 3 horas feito doida e as nove da noite, quando entrei pela porta da sala com o saquinho de biscoitos na mão foi que me dei conta de que havia uma semana que o Francesco havia partido pra Itália, no dia 21 de junho. Como doeu saber que meu "filho" havia partido e sua presença ainda era tão forte em casa e sua companhia, que às vezes era sutil, era muito preciosa. Demorei oito dias pra chorar com a partida do Francesco  e fiz isso com um pacote de casadinhos de goiabada na mão.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Morda a língua!: Casadinhos de Goiabada

Morda a língua!: Casadinhos de Goiabada: Acho que sou uma das pessoas mais gulosas e mais ligadas em comida que conheço. Aprendi a cozinhar porque gosto de comer. Aprendi a cozinhar...

Casadinhos de Goiabada

Acho que sou uma das pessoas mais gulosas e mais ligadas em comida que conheço. Aprendi a cozinhar porque gosto de comer. Aprendi a cozinhar porque minha mãe e tias são excelentes cozinheiras, porque é comum na nossa família que uma pessoa experimente uma comida numa festa muito grande, por exemplo, uma festa de casamento e, ao invés de pedir a receita para alguém do bufê, elas passem semanas testando a receita e estufando suas amadas crianças com os experimentos. É bom contar isso porque agora estou vivendo uma fase muito chata. Desenvolvi uma alergia a alguma coisa que não sei o que é, mas que é comestível. Tem um médico alergista famoso aqui na cidade que disse que eu estou intoxicada. Não sei de quê. Mas ele é o coroado e eu sou a paciente perebenta, melhor seguir o que ele pediu. Uma dieta restritiva de um monte de alimentos. Entre eles laticínios e chocolate. Coisas que amo. Quem vive sem um brigadeiro? Eu! Bom, a sorte é que como eu gosto de cozinhar, saí a cata de um monte de receitas, conversei com um monte de gente que tem alergias. Uma das pessoas com quem conversei desenvolveu alergia a ovo depois de adulta. Aliás, já avó, e adorando cozinhar... Deve doer o coração não poder fazer um bolo pros netinhos. Aliás, se for fazer um bolo, tem que ser um bolo sem ovo, porque só de encostar no ovo ela fica empolada e tem que tomar antialérgicos. E os antialérgicos em excesso despertam na gente uma vontade de chorar, porque o remédio deixa a gente grogue. Eu tenho me sentido mal faz umas semanas já. Quando a alergia ataca eu faço coisas possíveis. Uma das coisas possíveis que faço é algo que sempre me acalmou: fazer biscoito. O segredo é achar a receita certa com os ingredientes com o qual posso lidar. Tirando o ovo e o leite sobra bastante coisa. Um amanteigado feito de margarina, açúcar e amido de milho, fécula de batata, fécula de mandioca (o polvilho), com aroma de frutas, canela, fubá e coco...


sábado, 4 de maio de 2013

Dez coisas que aprendi com minha mãe

Lá vou eu mais uma vez numa bloggagem coletiva e colaborativa, atendendo ao chamado da incrível Myris, do "Diário dos (3+3) 6 Mosqueteiros" ( http://diariodos3mosqueteiros.blogspot.com.br)
Ela acaba provocando a gente com aquela cabeça cheia de idéias, até a gente conseguir escrever um texto legal! Adoro sempre essas provocações. O nome do blog dela mudou, vcs viram... Apareceu mais gente naquele Diário. Recado pra Myris: Amiga, "a vida se impõe"... Ouvi essa frase uma vez e concordei plenamente. A vida se impõe -mesmo- e, se você permitir e estiver de braços abertos, essa imposição acontece lindamente! Ok, vamos à lista!

Dez coisas que aprendi com minha mãe:
  • Fofoca: quem vem até você para falar mal de uma terceira pessoa, também vai  falar mal de você para alguém. Cuidado.
  • Chantagem emocional:  quem acha que mãe italiana ou  judia joga pesado não tem mãe cearense.
  • Nutrição: seja criativa, conte historinha, faça desenhos, deixe comer a gelatina junto com a comida, mas não deixe a criança pequena ficar sem pelo menos duas  colheres do almoço ou jantar. Jamais troque o almoço por mamadeira. Evite temperos industrializados na comida das crianças.(nossa, aqui são muitas dicas)
  •  Culinária: compre sempre arroz e feijão da melhor qualidade. Não vale a pena economizar um real  e estragar a receita básica da culinária brasileira. (O arroz com feijão  da minha mãe é perfeito!)
  • Profissão: se você detesta serviço doméstico, procure um trabalho no qual você ganhe o suficiente para pagar a faxineira.( a passadeira, a lavadeira...)
  • Mentira:  manter uma mentira dá muito mais trabalho do que falar a verdade. E detalhe: mãe sempre sabe quando o filho está mentindo (ela nunca me mostrou como, mas repito a frase pra minha filha).
  • Dinheiro: nunca saia de casa com dinheiro contado. (E nem com calcinha velha/rasgada...)
  • Emancipação feminina:  o único homem que tem obrigação de manter  uma mulher é o pai dela.(coitado do meu pai...4 filhas pra criar... todo mundo aprendeu um ofício lá em casa)
  • Família: esteja sempre pronto pra defender o seu irmão ou irmã.(você pode brigar com eles dentro de casa, mas na rua, joguem fechado!)
  • Fé: Reze sempre e acredite que você não está sozinha. Interceda principalmente pelos seus filhos.(quem resiste aos apelos de uma mãe?)
Tem tantas mais coisas, mas essas impactam diretamente na forma que eu também acabei construindo meu papel de mãe... aliás na minha família, assim como deve acontecer na sua,  a gente se surpreende repetindo pros filhos as mesmas frases que crescemos ouvindo da nossa mãe.  Acho que faz parte do DNA da espécie... Uma forma da evolução garantir a existência humana na terra, com crias nutridas, protegidas e amadas. Feliz Dia das Mães!












terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Memórias e sabores

Sábado de Carnaval eu dei plantão de manhã. Pra pegar no tranco enquanto tomava meu Nescafé, estava assistindo o desenho do Sitio do Pica-pau Amarelo. Nesse episódio Emília conversava com Rabicó no pomar e estava muito amuada, porque tia Nastácia estava muito ocupada preparando alguma comida deliciosa e todos no sítio estavam empolgados. Emília não participou do entusiasmo, se afastou e ficou emburrada no pomar até a chegada do porquinho glutão. Ela confessou que o motivo de sua irritação era que não entendia a empolgação de todos com os quitutes que tia Nastácia estava fazendo, porque ela, Emília, não sentia gosto da comida. Rabicó ficou surpreso e desolado...”Como?  Não sente gosto de comida nenhuma?” e a bonequinha diz: “eu sou feita de pano, minha língua é de pano, não sinto gosto”. Não sei como acabou o episódio do desenho animado porque tive que pegar minha tralha e seguir o caminho da roça, mas fui pelo caminho pensando... Coitadinha da Emília!!! Que tristeza não sentir gosto dos  alimentos... Nem o ardido, nem o doce, nem o amargo, nem o salgado, nem o azedo, nem o “gosto sem gosto”, descoberto recentemente, aquela "trava" que alguns alimentos têm e faz toda a diferença...Ah, o   sentido do paladar! Que milagre da existência. Quanta sutileza no uso do sal, do açúcar, dos temperos, das texturas...  Essa sabedoria e refino no ato de nutrir-se que nos separa dos animais irracionais... Comer é bom demais. Fiquei curiosa pra saber como terminou o episódio, espero que esse dilema da Emília, personagem tão curiosa, não ter o maravilhoso  sentido do paladar, tenha sido resolvido... Torço para que o roteirista tenha achado uma boa solução. Aí me recordei das modas dos alimentos. Gente, me veio à memória aquelas modas de alimentos que, de repente, eram os salvadores  de todas as mazelas do mundo. Quandoeu era pequena, uma de minhas irmãs tinha bronquite. Aí uma vizinha da minha mãe apareceu com um vidrinho cheio de um besourinhos que pareciam caruncho, e comiam a casca do amendoim, e colocavam seus ovinhos  dentro de uma camada de farinha de mandioca... a criança doente tinha que tomar o “Caldo do besourinho”—nunca soube o nome desse inseto—vou chamá-lo assim...  colocava-se uma porção dos bichinhos numa xícara com chá ou leite quente. Quando o bichinho morria afogado coava-se o líquido e dava pra pessoa doente beber.  Lá em casa os tais bichinhos viraram uma febre, eles superpovoavam o vidro de maionese, aí tinha-se que criar uma nova colônia dos bichinhos em outro vidro de maionese e doar pra alguém. Uma vez  fomos passar uma semana na praia e os bichinhos ficaram, quando voltamos acho que todos estavam mortos. Acabou a moda dos bichinhos. Depois teve a moda do pão, que se fazia  a partir de um fermento que uma vizinha preparava, dividia em três partes, fazia o pão com uma parte do fermento, dava a outra parte pra algum vizinha, que fazia um pedido enquanto amassava o pão e a outra parte guardava para preparar outro pão.. A  mãe logo desistiu de continuar fazendo o pão. O pão era uma delícia, lembro do cheiro até hoje. A  mãe do meu melhor amigo, o Beto, continuou fazendo durante um bom tempo. Era bom demais. Também tinha os lactobacilos do iogurte... Sempre tinha iogurte natural em casa, porque o tal fermento do iogurte crescia e se multiplicava... Eles pareciam um punhado de sagu. Engraçado que a gente não podia ter nenhum cachorro ou gato em casa porque dava trabalho, mas minha mãe cuidava de todos esses seres estranhos porque eram alimento... E a alga que tinha que ser mantida no chá preto e que o caldo era emagrecedor??? Essa alga, confesso  que eu gostava de comer os pedacinhos dela que tinham textura de cogumelo, ou de gelatina dura e eram adocicados. Engraçado que não me lembro desses alimentos , que tinham status de remédio---ou de simpatia-- terem deixado qualquer pessoa  da minha família rica, como no caso do pão, ou magra , como no caso da alga, e sequer sem doenças respiratórias, que era o caso dos besourinhos que pareciam caruncho  e do iogurte caseiro. Será que essas  modas de alimentos funcionais só existiam na minha casa ou no meu bairro??? Se você souber o nome dessas coisas de comer estranhas, ditas funcionais e provavelmente sem nenhuma comprovação científica, que foram moda nos anos 70-80, compartilhe! Vou gostar de saber que não estou sozinha no meu mundo de memórias gustativas.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Gato preto, nunca!

O gato não é gato. É uma fêmea. 
Nunca quis ter gatos, mas a Maria Clara quis ter um quando fomos morar em uma casa, em 2011. 
Fomos adotá-la no Centro de Zoonoses. 
Achamos que era um macho. Foi batizado de "Logan". 
Quando a moça que trabalha em casa disse que era "menina", cheguei a duvidar, mas aí a veterinária examinou-a de novo e confirmou. E "Logan" virou "Satine". 
Pulga, sarna, carrapatos, prenhe no primeiro cio aos seis meses de idade, desinteresse pelos filhotes...
vacinas, castração...
Muitas aventuras. E realmente, muita gente tem preconceito com bichanos pretos. Acham que dá azar!
Pura ignorância, os gatos são pets muito especiais, companheiros com timing próprio.
Ela adora brincar com a barra dos vestidos compridos.