domingo, 5 de abril de 2015

Feliz Páscoa!

A Páscoa e o Bolo da Fortuna
A primeira vez que me deparei com essa receita foi no meu primeiro estágio no jornalismo, na editora Alto Astral. A editora chefe, Dulce,  pediu que eu pesquisasse receitas de boa sorte para a Páscoa, e sugeriu que eu acrescentasse o Bolo da Fortuna no artigo. Isso foi em 1993. Eu testei a receita em casa, mas nunca mais fiz esse bolo. Também perdi a receita. Em tempos restrições a leite, açucares e chocolates, fui atrás de receitas antigas para preparar as lembranças gastronômicas de Páscoa este ano. Fiz uma paçoca de amendoim ( sem glúten ou lactose) e me veio à memória a receita do Bolo da Fortuna. Aí entrou em ação o Santo Google! Achei essa receita em um blog muito legal, o "Na Cozinha da Margô". Ela adaptou a receita do bolo original do Padre Pio, feito com fermento natural, o levain. Eu substituí o leite de vaca pelo leite de soja, e diferentemente dela, que sugere que a maçã seja picada, eu ralei a maçã no ralo grosso. O bolo ficou delicioso e dei de presente para minha família, com a recomendação de fazer um pedido ao cortar as fatias! nas minhas pesquisas, vi que na Hungria também existe uma receita de Bolo da Fortuna, mas lá, segundo a pesquisa, eles comem essa iguaria no ano Novo. Quando eu testar a receita, eu posto aqui! Por enquanto, Feliz Páscoa, com votos de renovação e prosperidade a todos!




Bolo da Fortuna (Bolo do Padre Pio)
Ingredientes:
4 ovos separados- bater as claras em neve
2 x. chá de açúcar
3 colheres de sopa de manteiga
3 x. chá de farinha de trigo
1e ½ x. chá de leite (ou leite de soja)
1 Colher de chá de baunilha
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 Maçã vermelha ralada no ralo grosso
1 x. chá de nozes picadas
½ xicara de chá de uvas passas brancas sem sementes
½ xicara de chá de uvas pretas sem sementes
1 pitada de noz moscada
1 pitada de sal
1 pitada de canela em pó
1 colher de sopa de fermento em pó.
Preparo:
Bater as gemas, o açúcar e a manteiga até formar um creme claro. Em seguida juntar o leite, a farinha, a baunilha e misturar bem. Acrescentar os demais ingredientes, sendo que por último deve entrar as claras batidas em neve. Assar em forma untada e enfarinhada, no forno médio por aprox. 30 min ou até que ao enfiar um palito, ele saia limpo. Desenformar só depois de frio e salpicar com açúcar.  Na hora que cortar as fatias, fazer um pedido.
OBS: esta quantidade de massa dá para dois bolos médios. Usei duas formas de furo, daquelas para pudim, e coloquei massa até a metade da forma. Ela cresceu até a borda.

Sugestão para servir: uma fatia do bolo com uma bola de sorvete de creme

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Um relato emocionante de uma dieta! 2

Dia 22/07:
Dia 3:
Sonhei com comida. Não. Sonhei um um livro de receitas! Eram bolos recheados, sanduíches e diversas receitas de café...Esqueci de tomar o caldo de limão em jejum. Se tudo falhar, posso colocar a culpa no limão. Na hora do almoço, preparei uns filés de peixe que havia comprado no domingo: um cheiro de estragado horrível. Tudo pro lixo. Apelei pro arroz com feijão e tomate. O bom é que a nutri não limitou quantidade. Comi e repeti! lição do dia: olhe a validade dos produtos e peixe é produto muito perecível. compre a quantidade que for cozinhar. Pergunta que não quer calar: a gente pode congelar aquele filé que compra no mercado, na bandeja?

Dia 23/07:
Dia 4:
Descobri que um coco verde inteiro no verdurão custa um real  e a garrafinha da água de coco que o moço vende na porta do parque, com um litro, custa oito reais. A receita do suco verde tem água de coco durante os 23 dias. E não pode ser de caixinha. Não posso comer quase nada industrializado. Essa vida natural é inflacionada. Vou ficar magra e pobre. Subi na balança: 2 kg a menos. Animou!

Dia 24/07:
Dia 5:
Sonhei com comida de novo. Nunca é um sonho com legumes, verduras e frutas. Descobri que agora tenho que tomar o suco de 2 limões em jejum! Desagradável. Tomei o suco verde e fui pro mundo resolver mil coisas. Quando voltei pra casa era hora do almoço e nem tinha comido o lanche da manhã. Será que foi o limão? Que coisa mais fofa esse limão em jejum! Estou pensando em comprar um abridor de coco verde pra deixar em casa e ir comprar o coco verde inteiro no sacolão. Assim economizo dinheiro, mas lá se vai mais meia hora da manhã só pra preparar a gosma---ooops--- o suco verde! Subi na balança de novo pra confirmar: 2 kg a menos.



terça-feira, 22 de julho de 2014

Um relato vívido e emocionante de uma dieta! Siga aqui!!!

Como diz a molecada...
-Bora lá!
Postagens escassas, sinal de que andei envolvida com outras coisas que me tiravam a atenção. Impossível manter os posts. Mas voltei. Estou aqui para dividir uma "experiência científica":
Estou fazendo uma desintoxicação alimentar. Necessária depois de nove meses de uma alergia esquisita. Estava acostumada a espirrar, tossir e ficar sem ar. Com urticária não estava. Eram umas erupções na pele que pareciam alergia a picada de inseto. E depois o inchaço no rosto. Esse deu medo: inchou boca, olhos, língua. Alergia a quê? Nenhum dos 3 médicos que eu passei descobriu. Aí uma colega indicou uma nutricionista que havia tratado uma pessoa que a gente conhece e ela tinha resolvido o problema ela.
Aqui estou:
Vou relatar os 23 dias da desintoxicação.
Aliás, adiei o quanto pude o inicio, porque era bem difícil. Cortava 90 por cento dos alimentos que eu gostava. Aí como teria um período curto de férias em julho, marquei o inicio pro domingo, dia 20 de julho, dois dias depois do meu aniversário. A despedida foi intensa: comi --e bebi--grandes quantidades de coisas que eu tenho que evitar agora: leite e derivados, açúcar refinado, trigo e soja de todo jeito,álcool, chocolate e café. Ficou de fora também todos os produtos industrializados/processados. Aceitei esse desafio porque as pessoas que fizeram acompanhamento com essa profissional elogiaram muito. E também porque ela era, basicamente, a minha ultima aposta. Pensei bastante. Decidi que, como vou trabalhar até próximo dos 70 anos, preciso de saúde pra dar conta do tranco. E preciso ter certeza que terei um pouco de sobrevida sem gastar minha aposentadoria com remédios, hospitais e cuidadores. Estava conversando com meus amigos de adolescência e a gente quer morar numa vila perto do mar. Imagina se vou dar conta de surfar aos 70 se não tiver saúde?

Dia 20/07:
Dia Um.
Tomar limão puro em jejum deu arrepios.
Não tinha água de coco pra fazer o suco verde. Saí pra comprar em jejum. O suco virou uma gororoba verde. Tive que tomar mesmo assim. Estava acordada a duas horas e ainda estava de estomago vazio. Depois do suco, o chá para os rins. Tomei dois copos porque o chá estava quente e o dia estava gelado.
Saí pra ir no mercado comprar o resto dos ingredientes para o almoço, lanche e janta. Larguei o carrinho no meio do mercado pra procurar um banheiro. Lição número um: o tal do chá pros rins é pra fazer xixi. Vá ao banheiro antes de sair de casa. Lição número dois: não deixar faltar os ingredientes do suco verde. Comprar tudo no dia anterior.

Dia 21/07:
Dia dois.
Os moradores da casa tomaram a água de coco e comeram a maçã  que eu ia fazer o suco verde! Tomaram o Aloe Vera por engano! Mas o pior: comeram misto quente e beberam café perto de mim! Botei um par de tênis e fui dar uma caminhada. Na volta pedi pra todo mundo não comer essas coisas perto de mim. Vou virar um ser mais  rabujento. Mas são poucos dias. Agora, são só 21 dias! lição do dia número um: etiquetar todos os ingredientes da dieta pra ninguém comer sua comida. lição número dois: essa coisa de dieta é difícil mesmo. Fuja fuja fuja das tentações. Ah, o suco verde dá pique e melhora o humor. Aproveita e vai andar depois do suco... Mas vá  ao banheiro antes de sair de casa...




terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Desejos de Ano Novo


 
Roupa branca
Roupa nova
Calcinha branca, amarela, rosa, azul, verde
Semente de uva
Semente de romã
Arroz com lentilha
Folha de louro
Banho de champanhe
Pular sete ondas
Tomar banho de cachoeira
Beijar alguém
Tomar champanhe
Beber água
Não beber
Tomar um porre.
Cada  tem um tem um ritual
O certo é que todo mundo quer garantir seu quinhão de sucesso e felicidade no Ano Novo.
Parafraseando a letra de um samba antigo, pode tomar banho de erva, pode tomar banho de mar, de cachoeira... Mas o melhor mesmo é tomar um "banho de amor".
O amor limpa tudo, zera tudo, deixa a gente pronta pra tudo!
Olhe o ano que acabou com amor. Olhe pro ano que chega com amor. Viva o momento que você lê esse texto pra pensar, com amor, no seu agora.
Feliz Ano Novo!

Brasília, 8-01-2013.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Casadinhos de Goiabada II

 Fazer a massa é tranquilizante. E me lembra o Francesco, meu "filho" italiano, que viveu comigo de agosto de 2012 a junho de 2013. Ele veio para o Brasil com o mesmo programa de intercâmbio pelo qual a minha filha e eu mesma há 24 anos, também fizemos  intercâmbio, o AFS Intercultura Brasil (www.afs.org.br )-- entra lá e conheça mais--  Bom, o Francesco adorava preparar a massa de pizzas e tortas, receitas tradicionais da Itália que ele sempre comeu e no alto dos seus dezessete anos, nunca soube ou se interessou em saber como eram feitas. Aí aqui em casa, quando ele tinha que fazer um prato típico do país dele pra levar em alguma atividade do intercâmbio ou da escola, ele pesquisava as receitas na internet, no youtube... era sempre divertido ficar acompanhando porque eu tinha que dar a assistência.. .tipo a Ofélia e  a Aparecida (Lembra do Programa Cozinha Maravilhosa da Ofélia, que passava na Bandeirantes? Eu cresci vendo isso e achando o máximo!) ? Eu era a "Aparecida", ou seja, a assistente do Francesco... Pesava a farinha, media o leite, ajudava a traduzir o nome dos ingredientes pro português. Eu sempre me oferecia pra limpar a cozinha, porque ele era muito desajeitado, os ingredientes voavam pra todo lado...  Teve um sábado que ele convidou uma amiga do colégio pra vir aqui em casa fazer massa de pizza. aí eu fiquei de longe ouvindo a conversa e ele ensinando a ela que pra massa ficar boa, teria que ser amassada com as mãos e a garota não se convencia... Até que com muita insistência dele ela enfiou a mão na massa e morreu de se divertir. Lembro que a massa ficou muito boa. Enfim, pesquisando uma receita possível de Casadinho de Goiabada, lembrei que o meu filho italiano, quando comeu esse biscoitinho típico brasileiro pela primeira vez, ficou encantado. Na segunda vez ele disse que Casadinho de Goiabada era a melhor coisa pra se comer no mundo inteiro! Desde o  dia que ouvi ele falando isso, toda vez que ia as compras, procurava um pacotinho de casadinho de goiabada pra levar pra ele. Uns eram excelentes, outros nem tanto, mas ele sempre ficava feliz com os biscoitos e me agradecia muito. Em junho deste ano, quando o ritmo da Copa das Confederações e as manifestações  impôs uma rotina de trabalho intenso pra muita gente no jornalismo, depois de passar um longo dia no trabalho, fui comer numa lanchonete que fica distante da Rádio e achei um pacote de casadinhos de goiabada , cuidadosamente embalados, na vitrine. Comprei os biscoitinhos na maior alegria, trabalhei mais 3 horas feito doida e as nove da noite, quando entrei pela porta da sala com o saquinho de biscoitos na mão foi que me dei conta de que havia uma semana que o Francesco havia partido pra Itália, no dia 21 de junho. Como doeu saber que meu "filho" havia partido e sua presença ainda era tão forte em casa e sua companhia, que às vezes era sutil, era muito preciosa. Demorei oito dias pra chorar com a partida do Francesco  e fiz isso com um pacote de casadinhos de goiabada na mão.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Morda a língua!: Casadinhos de Goiabada

Morda a língua!: Casadinhos de Goiabada: Acho que sou uma das pessoas mais gulosas e mais ligadas em comida que conheço. Aprendi a cozinhar porque gosto de comer. Aprendi a cozinhar...

Casadinhos de Goiabada

Acho que sou uma das pessoas mais gulosas e mais ligadas em comida que conheço. Aprendi a cozinhar porque gosto de comer. Aprendi a cozinhar porque minha mãe e tias são excelentes cozinheiras, porque é comum na nossa família que uma pessoa experimente uma comida numa festa muito grande, por exemplo, uma festa de casamento e, ao invés de pedir a receita para alguém do bufê, elas passem semanas testando a receita e estufando suas amadas crianças com os experimentos. É bom contar isso porque agora estou vivendo uma fase muito chata. Desenvolvi uma alergia a alguma coisa que não sei o que é, mas que é comestível. Tem um médico alergista famoso aqui na cidade que disse que eu estou intoxicada. Não sei de quê. Mas ele é o coroado e eu sou a paciente perebenta, melhor seguir o que ele pediu. Uma dieta restritiva de um monte de alimentos. Entre eles laticínios e chocolate. Coisas que amo. Quem vive sem um brigadeiro? Eu! Bom, a sorte é que como eu gosto de cozinhar, saí a cata de um monte de receitas, conversei com um monte de gente que tem alergias. Uma das pessoas com quem conversei desenvolveu alergia a ovo depois de adulta. Aliás, já avó, e adorando cozinhar... Deve doer o coração não poder fazer um bolo pros netinhos. Aliás, se for fazer um bolo, tem que ser um bolo sem ovo, porque só de encostar no ovo ela fica empolada e tem que tomar antialérgicos. E os antialérgicos em excesso despertam na gente uma vontade de chorar, porque o remédio deixa a gente grogue. Eu tenho me sentido mal faz umas semanas já. Quando a alergia ataca eu faço coisas possíveis. Uma das coisas possíveis que faço é algo que sempre me acalmou: fazer biscoito. O segredo é achar a receita certa com os ingredientes com o qual posso lidar. Tirando o ovo e o leite sobra bastante coisa. Um amanteigado feito de margarina, açúcar e amido de milho, fécula de batata, fécula de mandioca (o polvilho), com aroma de frutas, canela, fubá e coco...